Entrevista: Moyale Guardini, uma catarinense com os pés em Hollywood

Dona de traços marcantes e uma beleza estonteante, a manezinha Moyale Guardini acaba de escrever um capítulo ousado em sua carreira de atriz. Aos 26 anos, os últimos 10 morando em São Paulo, ela decidiu embarcar para os Estados Unidos para fazer cinema. Descoberta meio que sem querer, Moyale tem no currículo filmes e uma série na Rede Globo. Antes de embarcar, passou uma temporada de quase oito meses em Floripa.

Como foi esse período recente em que esteve novamente em casa, em Floripa?

Eu fui para São Paulo muito nova para trabalhar como modelo e apresentadora. Fui estudar, fazer faculdade, e, na correria que é a vida lá, a gente parece que nem percebe o tempo correr. Quando vi, tinham se passado 10 anos. Com a morte do meu pai me dei conta que estava muito tempo longe da minha família, da minha mãe, na época eu tinha recebido uma proposta para ir para Londres, mas decidi não ir para mais longe ainda, para ficar um tempo aqui, precisava respirar um pouco.

Do que você sentia saudades?

Da minha casa, da praia, de Jurerê porque eu cresci aqui, lembro de ir pra praia com meu pai, sinto falta de ver meus irmãos crescendo, mas são escolhas que a gente faz, né? A gente amadurece e vai digerindo tudo isso.

Você disse que descobriu o talento como atriz sem querer. Como foi isso?

Eu comecei como apresentadora aos 16, aqui em Floripa, e continuei fazendo programas de TV em São Paulo, mas nunca pensei em ser atriz. Foi num curso da Fátima Toledo (preparadora de elenco), de autoconhecimento, que no final ela me escolheu como a melhor do grupo. Pra mim foi um choque, porque eu não era atriz, não tinha a pretensão de ser atriz, mas a partir dali eu comecei a aceitar alguns convites. Quando uma profissional como ela fala que você tem capacidade, você tem que ouvir, então, resolvi olhar pra esse lado da arte também e foi questão de tempo para fazer filme, série…

Qual o trabalho mais marcante na sua carreira?

Sem dúvida, para o público, o mais marcante foi a série Dupla Identidade, de Glória Perez, na qual contracenei com o Bruno Gagliasso, pela visibilidade enorme que tem a TV Globo.

Agora o projeto é mais ambicioso. Quais os planos para Hollywood?

Eu sempre tive vontade de ir para lá porque amo cinema. Estou indo para fazer dois cursos da Actor Studios, também tenho três reuniões agendadas e duas propostas já encaminhadas, mas eu prefiro contar quando estiverem 100% fechadas.

O que é mais difícil na vida de atriz?

Acho que você precisa se entender cada dia mais, entender o ser humano, tem que passar uma verdade, entender as reações, porque pra mim atuar é conseguir ser o mais verdadeiro possível. Não tem muito isso de fingir.

Onde sonha chegar?

Sempre sonhei alto, mas sempre fui mais na minha, não faço tudo a qualquer preço e consegui alcançar coisas que nunca imaginei. Uma amiga me disse uma vez assim: você nunca quis ser atriz e olha quanta coisa conseguiu, imagina quando você quiser. Hoje eu tenho um sonho, porque me apaixonei por cinema. Em Los Angeles, obviamente, um dos sonhos é lutar por um lugar no cinema, um Oscar quem sabe, acho que tem que focar em fazer o melhor, independente do que possa acontecer.

O que seria se não fosse atriz?

Gosto muito de psicologia, de tentar entender os outros, e de outras línguas. Falo quatro idiomas, amo viajar, acho que eu teria feito psicologia ou tentaria ser diplomata. Ou ainda faria faculdade de Direito para ser juíza, gosto dessa coisa de tribunal. Na verdade eu sempre fui uma criança muito tímida, nunca tinha pensado em ser modelo ou atriz, nem sei como aconteceu.

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