Hermila Guedes fará parte do elenco da série Assédio


Hermila em cena no filme O Céu de Suely – Crédito: Divulgação do filme

Aos 37 anos, a pernambucana Hermila Guedes pode contar com papeis significativos no âmbito do teatro, televisão e cinema, na sua trajetória. Ela coleciona prêmios de melhor atriz e personagens como Suely, do longa Céu de Suely. Sua carreira ganhou ainda mais prestígio na atuação do filme Assalto ao Banco Central. Longe da televisão desde 2012, a artista fez uma participação na série Cidade Proibida e se prepara para participar da série Assédio, da Rede Globo.

Hermila veio do interior de Pernambuco, da cidade de Cabroró, ainda nova para morar no Recife. Sua história com a arte começou sem pretensão. “Tenho formação de técnica em turismo e abandonei a faculdade de Letras na metade do curso para seguir a carreira de atriz”, conta. Ela admite ainda que o teatro era uma ferramenta para ajudar na sua outra profissão: “Eu fazia teatro com uns amigos para ajudar no meu desempenho como técnica de turismo. Era muito tímida. Não lidava bem com o público”.

Após atuar em uma peça amadora e fazer teste para um filme, ela tomou gosto pela coisa. A partir de então, não parou mais e ganhou reconhecimento a cada trabalho realizado. Ela também confessou que sempre busca transmitir paixão nas suas personagens. “Eu quero que elas existam, tenham voz e vez. Tento dar força a elas. Quero que as pessoas se apaixonem pela história delas como eu me apaixonei”, relata. Ela ainda concilia a vida profissional com a vida pessoal, sendo mãe de três filhas – Celina, Stella e Helena – e esposa de Tatto Medini.

Em entrevista exclusiva ao Blog João Alberto, Hermila Guedes contou sobre a sua trajetória, as personagens marcaram a carreira e novos projetos. Leia na íntegra:

Você é de Cabrobó, interior de Pernambuco. Como você veio parar no Recife? Minha mãe, quando solteira, já vinha para o Recife e sempre teve vontade de morar na capital. Daí ela casou, mas ficou viúva jovem. Se vendo sozinha de novo, resolveu pedir transferência do trabalho dela para cá. Ela sempre dizia que a cidade era melhor para nossos estudos.

Qual a sua formação profissional? Tenho formação de técnica em Turismo. E abandonei a faculdade de Letras na metade do curso, para seguir a carreira de atriz.

Como surgiu a sua vontade de se tornar atriz? Eu fazia teatro com uns amigos para ajudar no meu desempenho como técnica de turismo. Era muito tímida. Não lidava bem com público. Fiz uma peça amadora e passei em um teste para fazer um curta-metragem. Gostei de trabalhar com isso.

Hermila em cena no filme O Céu de Suely – Crédito: Divulgação do filme

Qual a sua trajetória no mundo da arte? Bom, depois desse curta, ganhei prêmios de melhor atriz. Honestamente, não acreditava que aquilo estava acontecendo. Fiz outros trabalhos, até fazer meu primeiro longa Cinema, Aspirinas e Urubus e, finalmente, o Céu de Suely – que me fez alçar voos mais altos, até encontrar a televisão com Por toda minha vida.

Você tem um currículo com trabalhos em televisão, cinema e teatro. Qual você mais se identifica? Acho um privilégio um ator poder exercitar essas três linguagens. Sinceramente, fico muito feliz em poder atuar nessas áreas. Mas é claro que tenho um xodó pelo cinema. Essa foi minha “escola”. Conheci profissionais incríveis nesse meio que me ajudaram muito a ser a atriz que hoje sou.

Você já recusou algum papel? Às vezes não dá para fazer tudo que eu quero. Porque muitas vezes acontece de surgir muitos trabalhos ao mesmo tempo. E aí fico com aquele papel que me apaixonou primeiro.

Como é a sua preparação para uma personagem? Faço laboratório, corro atrás de saber tudo sobre a personagem. Quanto mais artifício eu tiver em mãos, mais segurança terei em fazer o papel.

O que o filme Assalto ao Banco Central acrescentou na sua carreira? Como foi a preparação para a personagem e a aceitação do público? Eu queria fazer um filme mais comercial e vi no Assalto ao Banco Central uma chance. O elenco era maravilhoso e queria conhecer Marcos Paulo. Fizemos a preparação com a Fátima Toledo. E sempre uso o filme para pessoas lembrarem do meu trabalho.

Qual foi o prêmio mais especial que recebeu na sua carreira? Com o filme O Céu de Suely, eu ganhei alguns prêmios em festivais no Brasil e fora dele. Esse trabalho foi sim, muito especial. Até hoje me emociona muito falar de tudo que vivi no Céu de Suely.

Qual papel mais marcou a sua vida profissional? A Suely do Céu de Suely e Verônica de Era uma vez Verônica.

Como era a rotina de gravações do seu último trabalho, Fim do mundo? Eu e Jesuíta (Barbosa) tivemos alguns ensaios com a preparação de Pedro Wagner. E foi bem divertido poder contracenar com ele. Seu vigor me ajudou a resgatar meu ritmo de trabalho. Estava há dois anos praticamente longe de tudo, me senti um pouco enferrujada.

Você é casada e mãe de três meninas. Como você concilia a vida pessoal e a vida profissional? Confesso que não é fácil. Mas, com apoio deles, dá para fazer algumas coisas.

Qual o seu próximo trabalho na telinha? Estou me preparando para fazer Maria José personagem da série Assédio, da Globo, junto com João Miguel. Direção é de Amora Mautner. A série é inspirada na história do ex-médico Roger Abdelmassih.

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